Saúde Pesada [Taxas Moderadoras]
Lisboa, 01 Jan (Lusa) – A partir de hoje os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deixam de pagar as taxas moderadoras para internamento e cirurgias em ambulatório, segundo um diploma aprovado em Conselho de Ministros a 12 de Novembro passado.
Pois bem, chegados a 2010, eis que são revogadas as tão contestadas taxas moderadoras impostas aquando da estadia do não menos contestado ministro Correia de Campos em São Bento.
Foi esse senhor o responsável pela ideia que não errada no seu todo, pecava nas suas partes. As taxas moderadores devem, a meu ver, ser concebidas para moderar o consumo de algo quando esse mesmo consumo pode ser controlado e deliberado pelo consumidor. Observando que a génese do Serviço Nacional de Saúde se pautou por garantir a universalidade do direito aos cuidados de saúde tendencialmente gratuitos, automaticamente podemos eliminar qualquer forma de cobrança por serviços que o utente não pode consumir moderadamente muito menos pode optar por comer ou não-comer. Seja!
Sabemos que um internamento num hospital público e a sua duração são controlados única e exclusivamente pelo médico assistente e pela qualidade e eficácia dos cuidados prestados pelos profissionais de saúde, chamemos-lhe então o – comer e calar -. Nesta perspectiva do comer e calar insiro eu os pecados da proposta de Correia de Campos em 2006. Um utente do SNS não pode definitivamente optar por ser ou não ser operado, ser internado ou não ser internado, tanto quanto não tem capacidade para arguir da necessidade deste ou daquele exame complementar de diagnóstico que o seu médico prescreveu, correcto (salvo raras excepções). Assim sendo considero injusta esta face da portaria aprovada em 2006 que agora justamente foi revogada.
No entanto inicialmente disse que a ideia não era errada no seu todo, e porquê? Simplesmente porque graças a essa portaria se introduziram algumas taxas moderadoras discriminatórias úteis à boa e racional utilização dos serviços de saúde. Falo de taxas moderadoras como aquelas de acesso a serviços de urgência e consultas em hospitais centrais, distritais ou centros de saúde. Aqui jaz o aspecto positivo da portaria aprovada em 2006 com o cunho de Correia de Campos. Uma iniciativa lúcida e eficaz na sensibilização e mobilização das pessoas para uma utilização adequada dos diversos centros hospitalares disponíveis. Sendo que estas taxas moderadoras servem em última instância para descongestionar as urgências centrais e os serviços dos hospitais centrais por situações facilmente resolvidas em instâncias locais e de menor especificidade como os centros de saúde. Agora partilhem a vossa opinião!
Texto original no ‘Canas em Peso’ (link), rubrica dedicada à saúde que tenciono manter com uma frequência mensal nesse blog de Canas de Senhorim.
Add comment January 2, 2010
Um passo de gigante para o tratamento do Cancro
Add comment December 23, 2009
O Sporting contratou a Marta
Como era bom se isto fosse possível. Um jogador (oops, uma jogadora) deste calibre fazia maravilhas numa equipa tão descalibrada.
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O Ronaldo ganhou o Puska…
… mas qualquer um dos nomeados foi Fabuloso. Dez hinos ao Futebol com letra maiúscula!
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Ele está a chegar!
Já desde o início de Dezembro que os mais atentos atentaram (olha o pleonasmo!) na chuva de bolinhas brancas aqui na espelunca. Fazendo o desenho explico tratar-se de um sinal de que algo de especial aí vem. Nada mais nada menos que o ‘belo’ Natal. Digo ‘belo’ e não belo porque, claro está, ele seria belo se tratássemos de o embelezar.
Como podemos fazê-lo?
Não, não é só comer à fartazana, juntar a família à lareira, com uma bela conversa e petiscos até mais não. Não, não faltam as prendas, aliás, são as que menos falta fazem. Pois claro eu sou um gajo complicado. Então não, eu gosto do Natal apenas pelo momento especialmente fantástico de convívio e alegria (em circunstâncias normais) entre familiares e amigos. Sim, gosto muito dos petiscos, das iguarias, do bacalhau, do perú; tudo bem, sou de carne e osso e, além disso, não sou vegetariano. Ok, mas prendas? Compro-as por tradição e a esticar o dinheirito só porque não quero correr o risco de receber sem algo dar. Hipocrisia não é, asseguro! Quem me conhece bem o sabe.
Portanto depois destas breves palavras dou uma dica de embelezamento, manicure, pedicure, remodelação, franchising, merchandising, bricolage, o que queiram daquilo a que chamamos Natal. Façam o favor de reunir os vossos brinquedos perdidos no sótão, os que estão à deriva na cave e aqueles que pairam em cima do guarda-fatos! Depois passem às roupas que por terem borboto estão encostadas no roupeiro, as t-shirts que estão largas ou curtas ou esbijadas (como eu gosto desta palavra), todas as peças de roupa que estão encostadas num canto qualquer da nossa casa! Juntem tudo, ou então juntem brinquedos com brinquedos e roupa com roupa, e deêm! Alguém precisa, muita gente precisa.
Neste Natal lembre-se daqueles caixotezinhos tipo Ecoponto que servem para colocar roupa, é um excelente método de reciclagem! Ajudem aqueles que mais precisam (uma frase banal mas à qual muito poucos dão sentido).
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Acordo de Copenhaga
Um acordo que não convence. Mais uma réplica para parecer que algo vai ser feito e vamos arrastar a problemática por mais alguns anos! Aconselho a leitura. Salva-se o novo papel desempenhado pelos Estados Unidos , Brasil e China, bem como, a aproximação aos países do Sul.
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Relembrar um dos Dias
Como já tinha informado no passado dia 4 [Dias... (link)], no dia 5 do presente tive oportunidade de dar o meu contributo, tímido e humilde, acerca da minha experiência de voluntariado de cooperação internacional e, especificamente, da vertente de educação para o desenvolvimento, em representação do ISU! Tentei dar o meu melhor mas senti uma verdadeira pressão por estar a prelectar no mesmo palanque onde antes de mim estiveram senhores com muito mais experiência.
Ficam algumas fotos deste dia na Junta de Freguesia de Santa Catarina em Lisboa.
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Um improvável sósia!

Decidi roubar esta imagem ali ao lado, ao Kunami (link), porque quando a vi, antes de ler as pequeninas letras, pensei que estava perante uma foto antiga do Rui Costa. Mas vejam bem, não é que o senhor da foto é o nosso Primeiro-Ministro.
Add comment December 16, 2009
Salário Mínimo ou Minimamente um Salário
Diz-se que desde 1974 o poder de compra de uma pessoa que aufere o salário mínimo tem vindo sucessivamente a decrescer. Podem consultar a notícia aqui (link).
Se o salário mínimo tivesse sido actualizado desde 1974, repondo a inflação de cada ano, o seu valor em 2010 seria de 562 euros e não os 475 euros anunciados pelo Governo. Aquela quantia respeitaria o limiar de 60 por cento da remuneração base média tida internacionalmente como suficiente para um nível de vida decente.
Ainda num passado recente li o caríssimo sr.º Van Zeller dizer que as empresas não suportariam um aumento do salário mínimo nacional e, com o pensamento toldado de revolta, ainda consegui fazer um pequeno exercício mental. Passo a demonstrá-lo. Imaginemos que o salário mínimo nacional é actualmente na ordem dos 475 euros propostos pelo governo antecipando o futuro. Depois pensemos numa pessoa solteira e a iniciar a sua vida profissional. Sendo portuguesa essa pessoa ou nasceu com sorte ou vai trabalhar a km’s de distância de sua casa (isto se trabalhar, infelizmente). Trabalhando a km’s de distância de casa terá de pagar um aluguer de casa e/ou encargos com combustíveis. Para além disso terá de suportar a sua alimentação que deixa de ser paga pela família nuclear. Acrescem também as despesas de consumos e manutenção da habitacão. Terá sempre que suportar as suas despesas em vestuário, calçado e outras bens de primeira necessidade, bem como, pagar as suas eventuais despesas de saúde. Por fim, e para garantir alguma qualidade de vida (posso chamar-lhe assim?) terá de suportar os encargos com algum vício/prazer, telemóvel, internet, socialização (…)!
Então vejamos:
475 €
- 150 € (despesa de renda e/ou combustível)
- 50 € (despesa de alimentação)
- 25 € (despesa de consumos e manutenção da habitação)
- 50 € (despesa de bens de primeira necessidade)
A partir daqui sobram 200 € então continuemos:
Se houver alguma despesa extra com o carro ou meio de transporte, retiremos 50 €;
Se houver algum jantar de amigos, duas ou três saídas para um convívio/café entre amigos retiremos 50 €;
Se porventura essa pessoa fumar os 100 € sobrantes não chegam para um maço de tabaco/dia.
Conclusão:
O futuro salário mínimo nacional não garante qualidade de vida a uma pessoa independente, solteira e em início de carreira profissional! (Nota: Todos os valores que mencionei são hipotéticos e passíveis de reduções, no entanto, também podem ser aumentados mediante alguns factores, como por exemplo, área geográfica).
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