Para reclamar não pagam.
É triste perceber que a saúde dos portugueses vai piorar.
As desigualdades no acesso a cuidados de saúde vão aumentar à custa do aumento das taxas moderadoras.
A qualidade dos cuidados está a baixar exponencialmente à custa da redução dos enfermeiros.
Dois factos inabaláveis. E ninguém conseguirá resolvê-los nas actuais circunstâncias.
Portugueses, comecem a utilizar o livro amarelo, por favor!
Sr.º Primeiro Ministro,
Queira V/ Exa. tomar conhecimento de que o cidadão abaixo assinado, em respeito pela postura de cidadania que sempre pautou a sua actuação, está prestes a seguir o conselho de V/ Exa., de facto a emigração é o melhor caminho. Endereço-lhe os melhores cumprimentos e peço-lhe que não olvide o encerramento das fronteiras quando V/ Exa. seguir o mesmo caminho.
Para um futuro melhor,
Daniel Rodrigues
Sapinho
Estou há séculos à espera que me faças a transferência para a tua plataforma.
Conformismo?
Os portugueses não estão conformados. Os portugueses – modo geral – estão tão preocupados com o seu futuro que não têm, sequer, tempo para discutir, lutar contra, enfrentar a austeridade. Acho mesmo que todo o tempo dos portugueses está a ser gasto em trabalho árduo, gestão de euros cada vez mais escassos e fuga à depressão através de programas baratos de lazer.
Ouro sobre azul para a continuidade de políticas capitalistas. O pobre não tem meios para lutar a não ser aqueles que usa para conseguir pagar as suas contas a cada mês e para pôr o pão na boca dos seus.
Subsídio de Alojamento
Ouvimos todos os dias acusações de subsidiodependência, injustas na sua maioria, ao mais comum dos portugueses – o pobre. Aos ministros ninguém ousava apontar o dedo. Parece que essa tendência está a mudar. A crise traz-nos aspectos positivos ainda que a balança continue a ser extremamente negativa.
Hoje o Sr.º Miguel Macedo decidiu, finalmente, renunciar ao subsídio de alojamento (link) contudo sublinhou que ele era “legal”. Convém é sublinhar também que este senhor tem residência na Grande Lisboa logo não era legitímo receber o dito subsídio.
Sr.º Ministro também é legal eu vir a receber o subsídio de desemprego e contemporalmente trabalhar sem que o declare?
Bastonada à saúde.
Não costumo condenar a actuação e/ou erros deste senhor ou da instituição que representa para não me acusarem de ser tendencioso e parcial, mas para o assunto em causa não há factores dissuasores capazes. Não é que o bastonário da Ordem dos Médicos abriu a boca para incentivar o consumo de tabaco.
Isto é grave, e então incentivá-lo com a justificação de aumento da receita do Estado através do imposto é gravíssimo. Este senhor demonstrou uma total falta de respeito pelos fumadores e pela sua saúde.
Vergonhoso.
Se fosse a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros a dizê-lo caía o carmo e a trindade. Mas não foi…
Protocolos
Primeiro passo para uma medida de sustentabilidade que defendo há muito.
O protocolo de colaboração entre a Ordem dos Médicos e a Direcção-Geral de Saúde servirá, assim espero, para concretizar os itens referidos na imagem abaixo [excerto do protocolo, faça o download do protocolo aqui (clique)]. Constituir os tão aguardados – no meu ponto de vista – protocolos, linhas de orientação clínica, normas de atuação ou o-que-mais-lhe-quiserem-chamar para a prescrição de medicamentos, meios complementares de diagnóstico e terapêutica é um imperativo ético e moral no respeito pelo dinheiro e saúde dos contribuintes e pela sustentabilidade do SNS.

Bipolaridade
Acabo de constatar que em Agosto este espaço foi reescrito uma única vez e em Setembro foi simplesmente votado à indiferença pelo seu ‘gestor’. Facto grave, isto só confirma, ou tende a tal, a bipolaridade desse indivíduo. Contudo, não sendo patológica ou pelo menos confirmada, essa condição permite-lhe estes desideratos de pôr o cantinho a fluir quando bem lhe apetece. Seja pelo labor, pelas condições atmosféricas ou, muito em voga, pela austeridade, é ponto assente que esta coisa esteve mais uma vez parada e que nos próximos dias vão chover textos.
É coisa que não gosto mas à qual me obrigo involuntariamente. Enfim, se tiverem alguma coisa a ganhar com as lamúrias aqui deixadas tenham a bondade de compreender as insanidades de quem as escreve.
Até já.
Não…
Não é um cenário de guerra, não é de um animal que se trata, não há armas no cenário, não há gases, tóxicos ou radiações. Nem que fosse, houvesse ou existissem. Depois de ver este vídeo pensei: “Isto só pode ter sido uma alucinação”.
Cultura, ideologia, costumes, política, quotidiano na China? O que seja, isto só podia não acontecer.
Vejam o vídeo.
‘Uns anjinhos ou muito pior’
O Governo de Passos Coelho faz ainda pior ao vender estas empresas em hasta pública sem acautelar o interesse nacional e indo além do exigido pela troika .
Em 2005, a pressão da opinião pública levou a Administração Bush a proibir a empresa estatal chinesa CNOOC de comprar a Unocal, pequena empresa do sector do petróleo. Na Alemanha e em França, o Governo protege tanto as grandes empresas elétricas que ainda não as obrigou a vender os ativos de transmissão (o chamado unbundling). O maior acionista da EDF e da Total é o Estado francês, naturalmente. exemplo, a regularização dos caudais hídricos, o acesso a infraestruturas de transporte e a negociação de contratos de abastecimento de gás com os países produtores. Não há país no mundo em que o governo tenha abdicado de uma forte representação dos interesses nacionais no sector da energia.
As sucessivas tentativas de vender as empresas do sector da energia portuguesas a interesses estrangeiros davam para escrever um romance. Quando fui ministro, impedi in extremis a venda da Galp à Eni e da EDP à Iberdrola. Consegui o possível, dados os compromissos que tinham sido assumidos por governos anteriores, mas há uma certeza que tenho: não teria ficado mais um minuto no governo se não me tivessem dado condições para defender o interesse nacional. Recordo que na ocasião, o PSD e o CDS chamaram-me ao Parlamento porque estavam inquietos com as notícias de que a EDP e a Galp podiam ser vendidas a empresas estrangeiras. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…
O que interessa são os factos. A EDP, a Galp e a REN estão melhor ou pior do que em 2005? Estão melhor em termos de eficiência, valorização e presença internacional. Há mais concorrência? Há, no sector da eletricidade várias empresas estrangeiras obtiveram licenças para construir barragens e centrais a gás. O Governo colocou nestas empresas os seus amigos? Não, o presidente da EDP é um ex-ministro do governo de Santana Lopes, na REN, o maior acionista privado é a Logoplaste, da qual são sócios-gestores próximos do Presidente da República e na Galp o CEO foi escolhido pela Amorim Energia e ENI.
A Galp, REN e EDP são empresas rentáveis e que se valorizaram. A sua venda em hasta pública não pode ser justificada em termos de racionalidade económica, consiste numa decisão que os países que queremos usar como modelo nunca tomariam e representa mais um passo no processo de declínio de Portugal.
Manuel Pinho, Expresso
