Gripe A – parte B
July 8, 2009
A Gripe A sabe-se em termos de manifestações clínicas muito semelhante à gripe vulgar contraída normalmente no Inverno, dores de garganta, febre, arrepios, dores musculares, fadiga e, porventura, vómitos ou diarreia. Actualmente não existe vacina de prevenção mas existe tratamento antiviral.
A importância da vacina, que se encontra a ser desenvolvida e em pré-reserva neste momento para o nosso país e para muitos outros, não passa pelo tratamento, como erradamente, intencionalmente ou não, os media difundem. A vacina não será utilizada para tratar mas sim para proteger grupos de risco de contracção da doença futuramente anunciados.
Conhecido o quadro clínico da doença obviamente as pessoas que contraiam a gripe vulgar constituirão suspeita de Gripe A simultaneamente, pelo que se espera uma afluência aos serviços de saúde, na época fria, ainda maior do que em anos anteriores. Até aí tudo bem, o problema que se levanta é que será nesses serviços de saúde que vão acumular-se os diversos focos de contágio.
Tudo isto para dizer ao cidadão comum, que a grande necessidade de combate a esta doença é a Prevenção. Assim, todos nós temos um dever, que passa pela protecção dos outros quando sentirmos alguns sintomas que nos levem a suspeitar de qualquer Gripe ou até uma simples constipação (descritos acima). Obviamente devemos recorrer precocemente aos serviços de saúde e não devemos aguardar a resposta do organismo que muitas vezes resolve estes sintomas ocasionais e muito frequentes no Inverno, no entanto, devemos tanto dentro dos serviços de saúde como em qualquer ambiente assegurar as medidas de protecção para nós e para os outros.
Ao recorrer aos serviços de saúde torna-se agora fundamental efectuá-lo segundo uma ordem lógica de procedimentos, neste caso, será contactar a linha Saúde 24 (responsável pela assumpção da suspeita de Gripe A), posteriormente essa Linha irá orientar o indivíduo de acordo com os procedimentos instituídos, seguidamente está estabelecido que o utente poderá ser acompanhado excepcionalmente pelo Sistema Integrado de Emergência Médica via INEM, Bombeiros, etc (que asseguram um transporte às unidades hospitalares adequadas de forma a evitar novos focos de contágio); por fim, na unidade hospitalar o utente será informado e acompanhado com o mesmo intuito, acrescendo o facto de ser assegurado o seu tratamento.
As medidas de protecção são simplesmente:
1) Evitar o contacto próximo com pessoas que apresentem sintomas de gripe: febre, tosse, dores de garganta, dores no corpo ou musculares, dores de cabeça, arrepios e fadiga;
2) Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel. Nunca as mãos; Utilizar lenços de papel uma única vez, colocando-os no lixo.
3) Lavar as mãos ajuda a reduzir a probabilidade de transmissão da infecção.
4) Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos, porque o contacto com superfícies e/ou objectos contaminados é uma forma de transmissão frequente;
5) Limpar superfícies sujeitas a contacto manual muito frequente (como, por exemplo, as maçanetas das portas, corrimãos, telefones, computadores) com um produto de limpeza comum;
Para mais informações podem consultar o Portal da Saúde (link).
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