Posts filed under ‘Aparelhos de Enfermeiro’

Agenda

Estou a experimentar uma sensação nova. Quando ouvia falar de agenda não imaginava como era de todo possível alguém viver segundo a mesma. Completamente errado.

Sei, agora, que viver segundo uma agenda é realmente possível. Ao ponto de não saber de modo algum o que vou fazer a partir do terceiro ou quarto dia seguinte ao presente, sem que tenha de olhar para ela.

Uma coisa vos garanto. Os níveis de adrenalina sobem e a frequência cardíaca dispara. Posso assim dizer que a agenda será um dos aparelhos de enfermeiro, uma variante vá.

Agosto 31, 2010 at 2:46 am 1 comentário

Impropérios

Debitados no ‘Plano de Cuidados’ recentemente:

- Da Lei Fundamental (link)

- Relatório de Primavera do OPSS [3] (link)

- Farto de hipocrisia e irresponsabilidade (link)

Julho 24, 2010 at 9:43 am Deixe o seu comentário

Pause

Modo de pausa neste sítio. Volto lá para meados de Junho. Só por um mero acaso posso deixar cair aqui algum texto. Até lá, boas leituras. Eu fico-me pelo Bolãno, mais um sem número de livros didácticos.

[Motivo: Alinhamento de ideias e afins]

P.S.: Desculpem lá esta mania de fazer pausas de vez em quando!

Junho 4, 2010 at 11:55 pm 2 comentários

A resposta, Pizarro!

A resposta da Ordem dos Enfermeiros ao plano estratégico de recursos humanos para a emergência pré-hospitalar dispensa comentários. A ler aqui (link). É uma tomada de posição sóbria, inequívoca e sem argumentos corporativistas. Gosto deste estilo, apesar de ansiar por uma Ordem dos Enfermeiros mais interventiva e com garantia de resultados práticos.

Maio 25, 2010 at 4:30 pm Deixe o seu comentário

Miguel Sousa Tavares

Mais uma vez, e por duas pequenas frases em que o jornalista e escritor, acima referido, opinou quanto à pretensão dos enfermeiros em ter um salário de doutor lá começou a onda de contestação na blogosfera de enfermagem. Quem tem paciência para estas críticas infundadas?

Pode toda a gente dos mais variados sectores políticos e sociais, das mais variadas classes profissionais ter opiniões diferentes e assentes nas suas crenças. Querem mudar essas opiniões?

Passo a explicar o processo – resumidissimo – de interculturalidade.

Primeiro devemos reconhecer a nossa identidade própria, as nossas crenças, os nossos preconceitos, os nossos estereótipos.

Depois devemos conhecer o outro, conhecer o porquê das suas opiniões, reconhecer a sua identidade própria, os seus preconceitos, os seus estereótipos, as suas crenças e valores.

A seguir partimos para a descoberta de semelhanças, de pontos de contacto entre a sua cultura, as suas crenças, e a nossa e as nossas crenças comuns.

Para terminar, discutimos na base do respeito pela opinião do outro justificando a nossa opinião.

Fica agora o artigo que causou a polémica aqui (link 1) – roubado ao Cogitare em Saúde (link 2). Faça-se declaração de interesses – sou apreciador do estilo e opinião de Miguel Sousa Tavares, para além de apreciar  sua obra literária.

Maio 23, 2010 at 10:34 pm Deixe o seu comentário

Agora também no ‘Plano de Cuidados’

O Plano de Cuidados é projecto colectivo dedicado à enfermagem e saúde, construído e mantido por enfermeiros, graças a uma ideia surgida em conversa de um grupo de amigos e colegas. Que seja um projecto com sucesso – para enriquecer o debate e a reflexão em torno da saúde.

Primeiro texto aqui (link)!

Abril 13, 2010 at 3:00 pm Deixe o seu comentário

Brevemente: Blogue colectivo de enfermeiros

Abril 7, 2010 at 3:17 pm Deixe o seu comentário

Greve, Enfermeiros, Luta, Irresponsabilidades e Afins

Sinto-me obrigado a escrever umas linhas acerca da luta dos enfermeiros. Antes demais porque percebo algum sentimento de revolta de certas pessoas quanto à forma de luta – greve. Percebo apenas porque compreendo algum desconhecimento da realidade das greves no sector da saúde, bem como, concordo que a greve não é o melhor meio de luta, mas é por vezes o possível e mais forte! Depois de ler algumas barbaridades, de tal já se aperceberam, convém frisar alguns aspectos. A questão fulcral não é, de todo, o dinheiro – mas há quem diga que o dinheiro resolve tudo.

Apesar de ser o mais badalado motivo da luta dos enfermeiros, o acréscimo remuneratório não é, nem de perto nem de longe, a principal reivindicação dos enfermeiros. Mais importante que isso é, a meu ver, a entrada na administração pública de milhares de enfermeiros com vínculos precários às instituições do SNS.

O reconhecimento de um esforço suplementar dos enfermeiros, na última década e na actualidade, na reconfiguração das suas funções e competências, na revalidação e recertificação de conhecimentos. Como todos sabemos é notória a elevada taxa de enfermeiros com estudos superiores de 2º e 3º nível e tende a aumentar, igualmente sabemos que isso custa dinheiro, esforço e dedicação.

Os enfermeiros reclamam um tratamento idêntico ao que é garantido a outros técnicos superiores de saúde. Os enfermeiros não são, como muitos ignorantes vieram afirmar, meros subditos dos médicos. Uma relação de multidisciplinariedade cumpre-se nos princípios de ajuda, discussão e partilha. Os enfermeiros também não mandam nos auxiliares de acção médica. O facto de um médico prescrever determinado fármaco ou plano de tratamento implica que o enfermeiro o ponha em prática? Sim, mas nunca sem que o enfermeiro discuta com o médico da possibilidade, vantagens/desvantagens, segurança do tratamento. Nunca sem antes verificar a prescrição, a dosagem, a segurança, a fiabilidade, a adequação de determinado fármaco a uma certa doença. Sim, o enfermeiro reduz drasticamente o erro clínico. Sim, o enfermeiro é responsável pela administração de fármacos (compreendem a responsabilidade – 1 mEq por vezes mata), pela instituição de planos de cuidados, pela monitorização do utente no seu todo, pelo tratamento de feridas (as feridas – querem falar delas?). Este parágrafo termina assim com o intuito de esclarecer a suposta irresponsabilidade dos enfermeiros. Aqueles que não podem de modo algum ganhar o mesmo que os médicos porque têm menor responsabilidade – não é sr.º henrique raposo (com letra minúscula) [consultem barbaridades deste senhor aqui]?

Os enfermeiros vivem numa situação de precariedade, competitividade exagerada e desemprego. Não há regulação no acesso ao ensino superior de enfermagem, tal como, e não menos preocupante, não existe noutras áreas. Acresce, em particular, o facto de as instituições de saúde não contratarem os enfermeiros necessários. Os serviços de saúde estão saturados e os enfermeiros são obrigados a trabalhar a 150% – dados do Ministério da Saúde.

Outras questões – transição de carreira, taxas de acesso a enfermeiro principal, entre outras – estão manifestamente postas de lado pelo Ministério da Saúde que, arrogantemente, tem demonstrado uma atitude de desprezo pelos enfermeiros.  O sector dos Cuidados de Saúde Primários está em completo stand-by, uma série de concursos anulados, mais enfermeiros sem vínculo à administração pública – mais enfermeiros na precariedade. O INEM – concurso para SIV’s – colocado na reciclagem, enfermeiros com expectativas frustradas ao longo de meses a fio. Enfermeiros nos CODU’s retirados, o Pizarro diz que foi para os colocarem nas SIV’s – a Ordem dos Enfermeiros já pôs os pontos nos i’s (link).

Os Enfermeiros já são discriminados há mais de uma década – algum dia a bomba tinha de rebentar – para os mais incautos e para aqueles que levantam a bandeira da crise para argumentar da irresponsabilidade dos enfermeiros em reivindicar nestes moldes, relembro-vos que esta luta já conta mais dias, meses e anos que a palavra ‘crise’ – mas o governo nunca deu ouvidos.

Esta breve descrição não expõe todos os motivos desta luta mas aqueles que acho mais preponderantes e urgentes. Relembro que discordo de muitas formas de greve, da calendarização das mesmas, entre outras; mas urge salientar que a forma de greve utilizada pelos enfermeiros não é irresponsável como muitos lamentam. A greve dos enfermeiros é feita com pré-calendarização de modo a diminuir os prejuízos da mesma para os utentes e instituições de saúde. A greve dos enfermeiros assegura os cuidados mínimos em todas as instituições. O facto de mais de 90% dos enfermeiros efectuarem greve não implica que mais de 90% dos enfermeiros estejam fora do seu local de trabalho. Há enfermeiros em greve que se mantém nos seus locais de trabalho a assegurar os tais ‘cuidados mínimos’. Nenhuma situação de urgência ou emergência deixa de ser atendida devido à greve. 

Outras formas de luta? Talvez. Mas nem com greves o Ministério da Saúde nos ouve! – Estamos esclarecidos?

Março 31, 2010 at 2:35 pm 5 comentários

Pizarro desta não estavas à espera.

Depois de o Secretário de Estado da Saúde, com cara angelical, de seu nome Manuel Pizarro, ter dito no Bom Dia Portugal – repito, com ar angelical – que os Enfermeiros no CODU não eram necessários e que os retiraram apenas para os colocar nas SIV’s – oh, as SIV’s – vem a Ordem dos Enfermeiros por os pontos nos i’s. Está bem Pizarro?

Press Release – Afastamento de enfermeiros dos CODU – Ordem dos Enfermeiros responsabiliza a Senhora Ministra da Saúde por consequências que podem advir desta decisão (link).

E vê lá se resolves o problema das SIV’s – ou queres matar o bébé à nascença?

Março 31, 2010 at 1:19 am Deixe o seu comentário

Aparelhos de Enfermeiro – Criar e dar

Hoje em dia, o enfermeiro é permanentemente criticado por aquilo que dizem ser ‘tentativa de ocupar as funções de outros profissionais de saúde’. Actualmente existem profissionais de saúde cuja existência e evolução profissional é, ainda, recente – falo de podologistas, analistas, fisioterapeutas, técnicos de cardiopneumologia, etc – todos têm em comum dois aspectos.

Todos estes grupos de neo-profissionais de saúde beberam os seus conhecimentos no campo alargado de actuação dos enfermeiros e todos, sem excepção, reclamam o facto de existirem enfermeiros especializados nas ‘suas’ áreas. Incomoda-me que se pense assim. Ou muito me engano, e seja assim esclareçam-me, ou todas estas novas profissões da saúde devem o nascer de grande parte do seu campo de competências à evolução científica e do cuidar dos enfermeiros.

Foram os enfermeiros a mão de obra exploratória e de desenvolvimento de muitos campos de actuação específicos da saúde! Ou minto?

Aqueles que fazem colheitas de sangue sabem que os enfermeiros o fazem desde sempre e continuam. Aqueles que fazem reabilitação sabem que os enfermeiros estudaram e desenvolveram essa reabilitação desde sempre e ainda hoje a fazem. Aqueles que fazem electrocardiogramas sabem que os enfermeiros desde sempre o fizeram e ainda hoje o fazem com o máximo de competência e, ora bem, também sabem interpretá-los. Podia alongar-me? Podia, mas não adianta, é um facto.

É um facto que os enfermeiros podem ser considerados o faz-tudo da saúde. Vantagem ou desvantagem – exitem prós e contras para as duas opiniões. Certo e unânime é que somos fazedores e dadores de muito conhecimento que agora nos dizem – ‘tentamos roubar!’

Digo-vos: Haja decoro.

Ler também:

Prata da casa (link) no Doutor Enfermeiro

Fevereiro 21, 2010 at 12:05 am Deixe o seu comentário

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