Posts filed under ‘Voluntariado e Cooperação’
Causas superiores
Realmente superiores. A crise meus amigos, soa baixinho, vale muito pouco quando comparada às realidades que temos o privilégio de vivenciar nos países do Sul. Por favor, cliquem para ajudar quem realmente necessita.
Leopoldina? Não.
Passámos por uma época propícia a ela. A comunicação social fez das iniciativas de ‘caridade’ o pão de cada dia. Incentivar a compra de determinado produto para que uma percentagem do mesmo reverta para apoio social, oferecer sobras de produtos alimentares para doação a pessoas com fome, doar brinquedos não utilizados para crianças que não têm acesso a eles, enfim, uma série de iniciativas que das duas uma, ou só acontecem quando se fala em Natal, ou só fazem manchete no fim de ano.
São estas iniciativas realmente necessárias? Este tipo de apoios é uma solução? O mediatismo gerado à volta delas é justo e coerente? São iniciativas isentas de aproveitamento financeiro e/ou político?
Não. Na sua maioria não.
Os portugueses necessitam de apoio? Sim. Apoio para o emprego, incentivos à formação, inciativas de cariz social com capacidade de multiplicação de efeitos, desenvolvimento do empreendedorismo.
Os portugueses não precisam de pão para um dia, precisam de pão para os 365 dias do ano. Eu louvo iniciativas de apoio social, voluntárias, mas não as que citei. Eu aplaudo iniciativas em que os cidadãos que usufruem das mesmas são responsáveis pela execução de um projecto, são activos na resolução dos seus problemas, são incentivados a virar a esquina e a escrever uma nova página.
Os portugueses não precisam que lhes deêm pão. Os portugueses precisam que os capacitem para o fazer.
Não contem comigo para comprar o CD da Leopoldina. Eu posso apoiar sem doar um euro que seja. Eu posso apoiar com esforço e dedicação e tenho saudades disso.
Cooperação
À primeira vista Nélson Monteiro, Pedro Rodrigues e Manuel Rodrigues poderiam ser simples turistas de passagem por Miranda do Corvo, mas a farda que exibem já deixa antever um propósito muito maior para a estadia no concelho. É que os três homens, que regressam amanhã ao seu município, na Ilha do Fogo, em Cabo-Verde, estiveram em Miranda durante este mês a aprender as noções básicas de funcionamento de uma corporação de bombeiros, para criarem a primeira associação humanitária de bombeiros em Santa Catarina do Fogo.A formação surgiu a partir da geminação de Miranda do Corvo com Santa Catarina do Fogo, que tem auxiliado o desenvolvimento daquele que é um dos municípios mais pobres de Cabo Verde, através de diversas iniciativas. «Estamos a falar de um concelho que não tem uma estrada alcatroada», explica Sérgio Seco, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo e vereador da Câmara Municipal, esclarecendo que a Câmara de Santa Catarina do Fogo «tem feito um trabalho estrondoso».Nelson, Pedro e Manuel têm agora a missão de implementar em Santa Catarina do Fogo a primeira corporação de bombeiros e não foram seleccionados ao acaso de entre cerca de cinco mil habitantes. «Foram escolhidos porque foram os líderes no combate ao incêndio que devastou Santa Catarina, foram eles que mobilizaram as pessoas para o combate e lideraram todo o processo», conta o comandante da corporação de Miranda, Fernando Jorge, a propósito do incêndio, em Março deste ano, que dizimou cerca de 60 hectares de pastagem e cultivo do município, cuja maior fonte de rendimento provém da agricultura.Partem amanhã para Santa CatarinaEm Miranda, desde meados de Novembro, os três cabo-verdianos têm aprendido de raiz como funciona uma corporação de bombeiros.«Tem sido uma formação básica, estamos a falar de pessoas que não sabiam o que era uma corporação», adianta Fernando Jorge, explicando que «eles partiram do zero».Apesar de não ser uma formação certificada, como esclarece o comandante dos Bombeiros de Miranda, os formadores são credenciados, pelo que os três jovens «já levam bons conhecimentos nesta primeira fase». E fala-se em primeira fase, porque os atrasos com os vistos dos três primeiros bombeiros de Santa Catarina do Fogo adiaram a formação, inicialmente prevista para Setembro, para este mês, impossibilitando os jovens de adquirir conhecimentos práticos ao nível do combate a incêndios, pelo que se pondera o regresso a Miranda, a fim de desenvolver esta componente.Visivelmente satisfeitos com os resultados desta temporada em terras lusas, Nelson Monteiro, Pedro Rodrigues e Manuel Rodrigues, fazem um balanço positivo da parceria entre os dois municípios. «Tem sido muito bom e Santa Catarina só tem a ganhar», assumiu Pedro Rodrigues, apontando para as várias áreas em desenvolvimento no município.Já no que respeita à missão que têm em mãos, o futuro bombeiro diz que o processo é «muito complicado». «Partimos de Cabo Verde para cá sem sabermos nada, quando chegámos a Portugal encontrámos uma realidade muito diferente», continua Pedro Rodrigues, assumindo que «neste momento já temos algum conhecimento e já sabemos como vai funcionar».No regresso a casa não estarão sozinhos, uma vez que os Bombeiros Voluntários de Miranda ofereceram aquela que será a primeira ambulância de Santa Catarina do Fogo. Um veículo que, explica Sérgio Seco, já não serve as necessidades dos bombeiros de Miranda, mas que será um precioso utensílio num município onde o socorro e o transporte de doentes são feitos «com o que há».Os três bombeiros de Santa Catarina já estão ansiosos por pôr mãos à obra e quando questionados sobre o que têm pela frente, afirmam, determinados, “é a nossa missão”. Para o comandante da corporação de Miranda, a escolha não poderia ter sido melhor. «Notei da parte deles grande interesse, podemos estar descansados no passar de conhecimentos, eles vão ter sucesso», concluiu Fernando Jorge.A estadia dos três cabo-verdianos foi assegurada pelos bombeiros de Miranda, com a cedência das instalações do quartel, sendo a alimentação garantida pela Câmara de Miranda e as viagens pela Câmara de Santa Catarina do Fogo. A autarquia colaborou ainda com a oferta da ambulância, assegurando o seu transporte, para a ilha do fogo, bem como a pintura, revisão e algumas reparações de que a viatura carecia.Miranda envia vacinas e outros medicamentosA ambulância que deverá chegar em breve a Santa Catarina do Fogo vai recheada com as primeiras ferramentas dos bombeiros do município de Cabo Verde, mas não só. É que além do equipamento completo da viatura de socorro e de equipamento pessoal para os primeiros elementos da corporação de bombeiros, o município conseguiu juntar uma série de medicamentos e vacinas para o centro de saúde local. Uma recolha, levada a cabo pelo enfermeiro José Taborda e pela médica e vereadora da Saúde da Câmara de Miranda, Carla Batista, que consubstancia cerca de 400 caixas de medicamentos, oferecidos por vários laboratórios.
Diz-se que é:
Jornalismo contra a indiferença! E bem. Prémios aqui (link).
Pause
Modo de pausa neste sítio. Volto lá para meados de Junho. Só por um mero acaso posso deixar cair aqui algum texto. Até lá, boas leituras. Eu fico-me pelo Bolãno, mais um sem número de livros didácticos.
[Motivo: Alinhamento de ideias e afins]
P.S.: Desculpem lá esta mania de fazer pausas de vez em quando!
Mugabe continua.

Nem o actual primeiro-ministro – sendo o seu grande rival – consegue pôr termo, ou melhor, beliscar sequer, a ditadura do Mugabe. E nós assistimos impávidos e serenos. Hipocrisia do mundo.
“Holding these huge celebrations, even as civil servants strike for better wages, shows that the inclusive government has done nothing to change the arrogance of ZANU-PF, which insists on maintaining a personality cult around its leader, Mugabe, by nationalising what should be a private affair,” said John Makumbe, a veteran political commentator and Mugabe critic.
Para comemorar o seu aniversário, o Mugabe concerteza gastou dinheiro suficiente para matar a fome a uma boa fatia da ‘sua’ população. Com a economia em recuperação os zimbabueanos continuam a passar fome. Isto não é economia solidária, não é não. O contraste entre o pobre e o rico é, no Zimbabwe, tão abissal como o contraste entre a beleza da foto acima e a qualidade de vida dos seus patriotas.
Notícia no ‘The Independent’ (link)
Na imagem as ‘Victoria Falls’ no Zimbabwe
Zimbabwe: Revolução precisa-se!
Uma visão:
«Nunca me he ido de Zimbabue, y no tengo intención de irme. Si quiero comprarme un jet, lo puedo comprar aquí. Si quiero conducir un Rolls Royce, aquí lo tengo. Lo mismo con un Mercedes Benz. Aquí se pueden hacer negocios con éxito». Lo lanza el sobrino del dictador desde su mansión de Harare.
Outra visão:
(…) la situación en Harare es de «total depresión económica. No hay coches, ni gente en las calles». «Sin más, el dólar zimbabuense ha desaparecido. Ahora todo el mundo usa dólares estadounidenses, pero es un situación anómala, porque tampoco EEUU nos ha dado permiso para usarlos»
A primeira é cuspida pelo sobrinho do Mugabe e a segunda por uma zimbabuense exilada em Nairobi.
Não preciso dizer mais nada, pois não?
Pobreza e Exclusão Social
Previstas grandes dificuldades para os portugueses este ano, de igual modo, não será tarefa fácil fazer valer este mote. Fica em anexo o programa nacional do ano europeu de combate à pobreza e exclusão social (link). Pese embora não conste versão portuguesa.
Clicando na imagem acede ao site nacional do ano europeu!
I hope that change happens!
Taxa Tobin
Ao que parece Gordon Brown pretende incentivar a implementação da Taxa Tobin (Guardian – link), uma taxa criada pelo Nobel da Economia James Tobin em 1972 que determina a taxação em 0,1% dos movimentos no mercado cambial, dificultando a especulação financeira.
Na senda da implementação dessa taxa foi criada em França, no ano de 1998, a ATTAC, convicta de que a Taxa Tobin constitui “um instrumento de regulação dos mercados cambiais”. Em Portugal a Plataforma da ATTAc foi criada em 1999 (mais informações – link).
Segundo a ATTAC, a implementação desta taxa a nível global, permitiria alcançar 100 mil milhões de dólares, a utilizar no combate à desigualdade e pobreza.
Crianças do Haiti
As crianças do Haiti são, isso mesmo, crianças do Haiti. Nasceram, cresceram e viveram no Haiti. Apesar de tenra idade já adquiriram e assimilaram alguns dos mais variados padrões de vida, cultura e educação adequados aos níveis da sua sociedade. Os seus pares são Haitianos, a sua comunidade é a Haitiana, o seu país é o Haiti. No meio da tragédia fomos inundados por notícias de crianças haitianas a serem resgatadas (vulgo roubadas) em grupo do seu país, das suas famílias (?).
Quem garante que no meio do caos não estão ainda alguns familiares dessas crianças?
Quem garante que essas crianças não poderiam continuar no seu país de origem, inseridas no seu contexto cultural identitário, com condições de vida iguais ou melhores do que aquelas a que estavam habituadas?
Quem salvaguardou e impediu o possível tráfico e rapto de crianças haitianas?
As preocupações só nos últimos dias começaram a surgir (Guardian – link1) na comunidade internacional; vários países lançaram propostas de adopção das crianças (El Pais – link2), no entanto, não existem certezas muito menos segurança no que toca ao trajecto que está destinado a estas crianças. Menos promiscuidade e uma abordagem séria são as premissas para salvar a comunidade haitiana a longo prazo porque, por agora, essa comunidade está perdida. Respeitar a comunidade haitiana é mais do que ajudar nas missões de salvamento, é fundamental assegurar o seu futuro e, esse, reside apenas na sua comunidade jovem!
Imagem Newsone.com
