A vida não é uma droga!

Dezembro 18, 2005 at 11:26 pm 4 comentários


A amplitude do termo “droga” reflecte uma longa evolução, fazendo referência a um elevado número de substâncias com distintos efeitos sobre a percepção, o pensamento, o estado de ânimo ou as emoções, com diferente capacidade para produzir dependência e com significados diferentes para aqueles que as consomem.

Frequentemente ouvimos falar de drogas leves ou pesadas, discutimos os verdadeiros efeitos do alcoól e perguntamo-nos se os derivados da cannabis produzem dependência ou não. O café, as drogas de síntese ou o tabaco protagonizam inumeráveis conversas mas nem sempre se dispõe de informação exacta acerca da sua origem e dos seus efeitos.

Entre diversas substâncias, as mais faladas são os cannabinóides, o ópio e seus derivados, entre os quais a heroína; o LSD, os psicofármacos, as drogas de síntese e os inalantes…

Por último, o tabaco, o álcool e as xantinas (chá, café e cacau) constituem um grupo de substâncias que, pela sua legalidade, fazem parte das nossas vidas. O seu consumo quotidiano leva-nos a pensar que carecem de riscos, mas basta olhar para os efeitos a curto e longo prazo do tabaco ou do álcool para nos apercebermos da importância dos problemas de vária ordem que produzem.

Mas porque é que se consome?

Não se pode dizer que há uma única razão que leve ao consumo de drogas mas sim várias…

No início, ou seja, numa fase de experimentação, há um conjunto de factores que podem levar a esse consumo dos quais se destaca: a curiosidade, a vontade de pertencer a um grupo, o desejo de diversão, o medo da exclusão do grupo, a disponibilidade da droga, a ilusão da resolução de problemas, uma representação positiva das substâncias, entre outros. Este consumo experimental poderá não conduzir a um consumo esporádico ou habitual mas pode também tornar-se numa dependência.

O consumo recreativo está associado à diversão e ao lazer. Uma das suas principais características é a busca de um prazer imediato num contexto de dança ou diversão.

O último estádio dos consumos é quando está instalada a dependência. O consumo passa a ser o principal objectivo e motivação na vida, tudo gira em seu redor.

De qualquer maneira, em cada caso há sempre um conjunto de factores que deverão ser analisados por um técnico especializado de modo a programar um esquema terapêutico adequado.

Conheça as drogas e os seus efeitos, aqui

Aqui ficam algumas perguntas frequentes e respostas retiradas do site do Instituto da Droga e da Toxicodependência

P: Quando saio com amigos de vez em quando fumo haxixe – irei ser um toxicodependente?

R: Pode-se dizer que há quatro tipos de utilizadores de drogas: o que experimenta, o que ocasionalmente consome uma droga, o que consome habitualmente e o toxicodependente. Felizmente que nem todos os que experimentam ou consomem uma droga com alguma frequência se tornam toxicodependentes, mas a verdade é que todos os que são toxicodependentes começaram por experimentar uma droga.
O maior problema é que nunca temos maneira de saber se vamos ficar dependentes ou não antes de isso acontecer e quando sabemos já é tarde demais.

P: O que posso fazer por um amigo que se drogue?

R: Continuar a tratá-lo como um amigo, o que não implica fazer o mesmo que ele.
Se te parecer que é uma situação perigosa para ele, podes aconselhá-lo a procurar ajuda nos Centros de Atendimento de Toxicodependentes (CAT) e tentar informar-te sobre a melhor forma de intervir nesse caso concreto ou ligando para a Linha Vida SOS Droga (1414).
É importante que continues a cuidar de ti e da tua vida o melhor que puderes, porque quanto melhor estiveres contigo próprio mais possibilidades terás de o ajudar.

P: Os meus amigos fumam droga. Se eu não fumo dizem que sou um careta. Como posso evitar que me digam isso?

R: Talvez não o possas evitar, pelo menos ao princípio. Com o tempo aprenderão a aceitar-te como és e valorizarão a tua atitude de seres tu próprio. E um dia talvez possas ser uma referência que lhes possa ser útil e agradável.

P: É possível acabar com a droga?
R: Talvez não. No entanto, é importante que a sociedade faça tudo o que pode para reduzir ao máximo a venda e o consumo, já que os seus efeitos individuais, familiares e sociais são tanto mais preocupantes quanto mais a droga estiver presente no quotidiano.

P: O que são drogas leves? E duras?

R: Costuma dizer-se que as drogas leves (haxixe e marijuana, por exemplo) não são tão perigosas, tendo efeitos menos potentes, mais controláveis e sendo menos susceptíveis de causar dependência do que as duras (heroína, cocaína, LSD, etc.).
De qualquer modo, mais importante do que o efeito imediato das drogas, temos de ter em conta o seu modo de utilização, podendo existir utilizações “duras” de drogas leves.

P: Afinal quem é que se droga?

R: Dizem-se muitas coisas sobre isso: as pessoas que têm problemas, as que querem curtir ou divertir-se, as que têm fácil acesso a drogas. O certo é que a maior parte das pessoas não se droga – mesmo quando tem problemas, quando se quer divertir ou quando é fácil experimentar ou adquirir drogas.
Pode-se dizer que há pessoas mais susceptíveis do que outras e que em certos momentos da vida essa vulnerabilidade é maior, pode dizer-se que há condições de vida e familiares que são difíceis – mas há sempre formas de ultrapassar ou lidar com os obstáculos ou as dificuldades.
A decisão de usar ou não drogas é sempre uma questão individual, mesmo com influências ou pressões de outros.

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Entry filed under: Saúde.

O estado do(e) sítio… Natal consumista…

4 comentários Add your own

  • 1. Anonymous  |  Dezembro 19, 2005 às 12:22 am

    De mulher invisivel (não me consegui registar)

    Senhor Vlad, muito obrigado pelo seu contributo neste blog.
    O tema das drogas é muito importante para os nossos adolescentes e não só…
    É útil e precioso dar a conhecer as drogas, os seus efeitos e as respectivas consequências!
    Continue!
    Cumps

    Responder
  • 2. Vlad  |  Dezembro 19, 2005 às 12:31 am

    Cara mulher invisivel, obrigado eu pelo elogio… É apenas mais uma forma de divulgar estes temas que afectam tanto o nosso quotidiano. Não devia ser eu a fazê-lo, mas sim, o Estado, directa ou indirectamente…
    Não percebo porque não se dá mais importância a estes temas em espaços publicitários…

    Responder
  • 3. Sr. Fulano Tal  |  Dezembro 19, 2005 às 7:56 pm

    As gotas também contam para isto?

    Responder
  • 4. Vlad  |  Dezembro 20, 2005 às 12:25 am

    Gotas? Lool

    Responder

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