Desafio pela vida…

Dezembro 23, 2005 at 3:15 am 6 comentários


Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para espinha bífida, realizada dentro do útero materno, num feto de apenas 21 semanas de gestação, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica ia registar, talvez, o grito a favor da vida mais eloquente conhecido até hoje. Paul Harris captou o momento em que o bebé tirou a sua mão pequena do interior do útero da mãe, e tentou segurar um dos dedos do doutor que estava a operá-lo.
A espectacular fotografia foi publicada por vários jornais nos Estados Unidos, e correu o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes causas contra a legalização do aborto. A mão pequena que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander, nascido a 28 de Dezembro 1999 (no dia da foto ele tinha 3 meses de gestação). Quando pensamos nisto, a foto é ainda mais eloquente. A vida do bebé estava literalmente por um fio; os médicos sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo “in utero”, corrigir a anomalia fatal e fechá-lo para que o bebé continuasse o seu desenvolvimento normal.
Por tudo isto, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias efectuadas no mundo.A história anterior à imagem é ainda mais impressionante, porque reflecte a luta e a experiência passadas por um casal que decidiu esgotar todas as possibilidades, até ao último recurso, para salvar a vida do primeiro filho.
Foi a luta de Julie e Alex Arms, que moram na Geórgia, Estados Unidos. Eles lutaram durante muito tempo para ter um bebé. Julie, enfermeira de 27 anos de idade, sofreu dois abortos antes de ficar grávida do pequeno Samuel. Porém, quando, completou 14 semanas de gestação, começou a sofrer caimbras fortes, e uma ecografia explicou porquê. Quando foi revelada a forma do cérebro e a posição do bebé no útero, o exame comprovou graves anomalias.
O cérebro de Samuel estava mal-formado e e existiam anomalias na espinha dorsal.

O diagnóstico, como já era esperado, foi de que o bebé sofria de espinha bífida e eles poderiam decidir entre um aborto ou um filho com sérias incapacidades.

De acordo com Alex, eles sentiram-se destruídos pelas notícias, mas o aborto nunca seria uma opção. Em vez de se deixar ir abaixo, o casal decidiu procurar uma solução pelos seus próprios meios e foi então que ambos começaram a procurar ajuda através da Internet. A mãe de Julie encontrou um site que detalhava uma cirurgia fetal experimental desenvolvida por uma equipa da Universidade de Vanderbilt. Deste modo, entraram em contacto com o Dr. Joseph Bruner (cujo dedo Samuel segura na foto) e começou uma corrida contra o tempo.

Uma espinha dorsal bífida pode levar a danos cerebrais, gerar paralisias diversas e até mesmo uma incapacidade total. Porém, quando corrigido antes de o bebé nascer, muitas são as possibilidades de cura. Apesar do grande risco a operação foi um sucesso.

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Entry filed under: Saúde.

Pena de morte? UBU’s vs. SAP’s

6 comentários Add your own

  • 1. Anonymous  |  Dezembro 23, 2005 às 3:40 am

    This post has been removed by a blog administrator.

    Responder
  • 2. Vlad  |  Dezembro 23, 2005 às 3:50 am

    Sr Anónimo é só isso que tem para dizer? Todos os “comentários” são benvindos…

    Responder
  • 3. Sr. Fulano Tal  |  Dezembro 23, 2005 às 10:33 am

    Então espera! 😛

    Sou a favor do aborto até a uma determinado limite temporal.

    A mulher deve mandar no seu corpo e o casal na vida comum. Um filho deve ser desejado e ter condições para crescer. Não estamos na Suécia ou na Noroega.

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  • 4. Sr. Fulano Tal  |  Dezembro 23, 2005 às 10:34 am

    Noruega, naturalmente

    Responder
  • 5. mulher_invisivel  |  Dezembro 23, 2005 às 2:03 pm

    Esta foto é sem dúvida a mais BONITA que vi até hoje!

    Eu penso que antes de falar em aborto se deve falar em prevenir a gravidez indesejada.
    Deve-se investir na prevenção, na informação e na sensibilização, para que não se tenha de decidir nem discutir sobre o aborto.

    Como é possível andarem a distribuir gratuitamente pilulas do dia seguinte,quando não se fazem campanhas de planeamento familiar, entre outras!

    Há pessoas a porem a vida em risco, como último recurso à prevenção que não foi feita, por diversos motivos.

    Enfim, há muito a fazer!

    Cumps

    Responder
  • 6. Vlad  |  Dezembro 23, 2005 às 2:11 pm

    Penso que o aborto só deve ser considerado em casos de anomalias fetais e, porventura, em casos em que a criança não poderá usufruir de um ambiente familiar adequado ao seu bom desenvolvimento (ambiente social, psicológico, económico, etc); contudo, sou contra o uso desmesurado do mesmo, apesar de ainda haver muito a fazer em questões de prevenção de gravidez, muito trabalho tem sido feito, apesar de não ser notório, pelas instituições de saúde, e, hoje em dia, só poderia haver melhoras na informação aos adolescentes, que constituem um grupo de risco, quanto aos adultos, normalmente são rigorosamente acompanhados pelas entidades médicas.

    Responder

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