Vergonha

Agosto 21, 2006 at 2:41 pm Deixe um comentário


A Emergência Médica em Portugal anda assim!

As três Associações representativas da Emergência Médica, A.N.T.E.P.H. (Associação Nacional de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar), A.P.E.E.P.H. (Associação Portuguesa e Enfermeiros de Emergência Pré-Hospitalar) e a A.P.M.E. (Associação Portuguesa de Medicina de Emergência) enunciaram recentemente 10 medidas para optimizar a capacidade de Emergência Médica em Portugal:1) Criação de uma Lei que consagre o direito do Cidadão a acesso a Suporte Avançado de Vida em tempo útil (10-15 minutos)
2) Criação da Especialidade de Medicina de Emergência, tanto na Carreira Médica como na Enfermagem.
3) Integração da Emergência Médica nos Curricula da Formação Médica como valência própria facilitando assim o recrutamento de Médicos.
4) Criação de um grupo de trabalho para definição de uma carreira técnico-profissional de Técnico / Bombeiro Especialista em Socorro Pré-Hospitalar, integrando I.N.E.M., S.N.B.P.C., Liga dos Bombeiros, Ordem dos Médicos e de Enfermagem, Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME), Associação dos Enfermeiros de Emergência Pré-Hospitalar (APEEPH) e Associação Nacional de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (ANTEPH).
5) Instituição de cursos de Emergência Médica multidisciplinares em estabelecimentos de ensino credenciados para optimizar a interligação entre os vários intervenientes.
6) Definição legal da V.M.E.R. e da composição da equipa e resolução das inoperacionalidades existentes, como proposto em documento da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME) entregue ao Ministério da Saúde (documento anexo)
7) Complementação das Ambulâncias I.N.E.M. com um terceiro elemento, (cumprindo a Lei) que poderá ser recrutado no âmbito dos cursos de TAS (formando / voluntário) sem custos adicionais.
8) Fiscalização determinada e punição severa das ilegalidades supracitadas.
9) Reestruturação do Socorro Aeromédico e colocação de Equipa Médica INEM nos Helicópteros do S.N.B.P.C. / Loulé e Santa Comba Dão 24/24 h.
10) Consagração legal, tal como proposto pela ordem dos Médicos, da Desfibrilhação Automática por pessoal não-médica.

Porquê que?
Não há desfibrilhadores na maioria dos centros de saúde portugueses?
Não há uma aposta clara e desinteressada na formação especializada e multidisciplinar do pessoal que exerce emergência médica?
Não pode ser efectuada desfibrilhação automática sem que esteja presente um médico?

Custa-me tocar neste assunto.
Quando é que se faz alguma coisa!

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