Passos Coelho à Portas

Abril 14, 2010 at 3:37 pm 2 comentários


A proposta de Passos Coelho – colocar os portugueses desempregados que auferem o subsídio de desemprego a trabalhar no sector público, ONG’s, entre outros; sem qualquer benefício adicional ou condições de trabalho favoráveis – pode ser um pau de dois bicos. Pode ser isso, mas de certeza é demagógica, facilmente os portugueses caem nesta ratoeira porque quando não é à nossa porta pouco nos importamos da tragédia na vizinhança.

Todos nós temos tendência a apoiar esta medida?! Talvez, mas pensemos – quem dará segurança a estes trabalhadores? temos o direito de os obrigar a trabalhar em determinado sítio? que benefícios ou valorização lhes trará? o subsídio de desemprego que recebem foi pago pelas suas tributações, certo?

Maior fiscalização na atribuição – Sim. Maior incentivo ao emprego – Sim. Melhores métodos de inserção no mercado de trabalho – Sim. Tudo o resto só e apenas quando chegarmos à fase de discussão das garantias, futuro, vínculos às entidades, entre outros; que os trabalhadores nesta situação possam vir a ter.

Imagem da Rádio Renascença

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Agora também no ‘Plano de Cuidados’ Oferecemos ‘cérebros’ a bom preço

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  • 1. Agostinho Matias  |  Abril 14, 2010 às 4:27 pm

    O Subsidio de Desemprego, quando recebido por profissionais do desemprego (que os há, e muitos), e especialmente os Rendimentos Sociais de Inserção estão a ser pagos com a minha tributação, e a tua.
    Há pessoas na nossa terra, e em todo o País a receber o RSI desde sempre e profissionais do desemprego que só trabalham o tempo suficiente para poderem aceder a mais uma “jornada” de subsidio. Eles até são espertos: vou arranjar um trabalho a ganhar 450€ brutos ou fico em casa a mamar 300€ liquidos. Qual era a tua opção?
    Um proprietário de uma loja em Nelas contou-me que desde que pôs um papel na porta a dizer “PRECISA-SE EMPREGADO” nunca mais teve ninguém a pedir carimbos no papel do desemprego.
    Se forem obrigados a prestar trabalho comunitário, de acordo com as suas qualificações, vais ver que uma grande percentagem vai trabalhar.

    Responder
    • 2. Daniel Rodrigues  |  Abril 14, 2010 às 6:34 pm

      Eu sei que existem casos como descreve. No entanto não devemos generalizar. De qualquer forma sou a favor de uma maior fiscalização e restrições ao RSI.
      O que ponho em causa neste modelo é o facto de ele fomentar a mão de obra barata, explorada e precária.
      Quem garante a estas pessoas os seus direitos? Que benefícios adicionais lhes concederiam?

      Cumprimentos

      Responder

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