Paramédicos?!

Maio 14, 2010 at 1:00 am Deixe um comentário


Está disponível para consulta e discussão pública o Plano Estratégico de Recursos Humanos da Emergência Pré-Hospitalar (PERHEPH) – a ler aqui (link 1) e para discutir ali (link 2).

Não esquecendo a velha discussão de que o INEM está à muito em piloto automático – não vemos evolução significativa à, pelo menos, dois anos; a instituição é um barril de pólvora prestes a explodir (ver texto do Doutor Enfermeiro [link 3]) – quero salientar apenas os acontecimentos que vão marcar o futuro do INEM. Segundo o Plano acima mencionado, tudo fica na mesma à excepção de três pontos, três pequenos pontos fundamentais.

Primeiro,os enfermeiros saem do CODU, eu bem avisei.

Segundo, o aumento de efectivos de enfermagem no INEM salda-se nuns insignificantes 66, o que equivale ao acréscimo previsto de 12 ambulâncias SIV, o que indica que a longo prazo – vejam item a seguir – as ambulâncias SIV serão uma miragem.

Terceiro, os TAE’s vão ter carreira, preferencialmente a integrar no ensino superior e, sim, conseguem alcançar competências anteriormente exclusivas dos enfermeiros, senão vejamos:

Conclusão:

Os enfermeiros no INEM vão deixar de actuar em ambulâncias – apenas estarão presentes em VMER e HELI -, o projecto de Suporte Imediato de Vida vai por água abaixo, os enfermeiros no CODU só de passagem!

De quem é a culpa?

Não nos podemos imiscuir!

Para o governo tudo passa por uma gestão monetariamente vantajosa, quando alguém pode fazer o mesmo a menor custo obviamente escolhemos o mais rentável. A vertente holística e de segurança nos cuidados passou para segundo plano – Agora quem vai lutar por ela? Quem vai assumir erros? Quem vai defender os interesses dos enfermeiros na evolução do pré-hospitalar?

Perguntas que espero que não fiquem sem resposta. Aos enfermeiros cabe defender as suas competências baseados em critérios científicos, espelhando as vantagens do seu papel no pré-hospitalar. Já vimos isso em algum lado? Quem, a OE? Quem, o SEP? Não. Os TAE’s conseguirão, em bem pouco tempo, efectuar os procedimentos acima descritos, inclusivé aqueles assinalados com (em avaliação), consequentemente vão atirar o projecto SIV para o fim e, ainda que a sua actuação nos procedimentos específicos e destacados acima não passe de uma abordagem mecânica, mercantilista e sem qualquer observação clínica de situações de risco, contra-indicações, entre outros aspectos, eles farão com que os enfermeiros em ambulância sejam esquecidos rapidamente e ou isto muda ou então… quem sabe no futuro não conquistam todo o espaço dos enfermeiros no pré-hospitalar.

É certo e sabido que acontecerão mais erros, é certo e sabido que os utentes ficam mal servidos mas, de igual modo, esta abordagem proposta no Plano vai levar procedimentos clínicos a um número exponencialmente maior do que o actual modelo e é aí que reside o problema. O problema porque assim este fraco modelo vai vingar!

[Também no Plano de Cuidados (link)]

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Nem bom vento nem bom casamento (INEM) Austeridade? – Ainda há sol.

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