Inicio uma série de textos com o objectivo central de contribuir para a discussão das conclusões lançadas pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde, no seu relatório de primavera do ano corrente. O documento aborda essencialmente questões como a acessibilidade aos cuidados de saúde, o contributo da RNCCI para a sustentabilidade do SNS, o combate ao tabagismo, a diabetes mellitus, a saúde mental, entre outros. Começo pela acessibilidade aos cuidados de saúde. Em baixo podem aceder às notas finais do relatório acerca deste item (clique na imagem para ampliar).
O que temos:
– Desigual distribuição de especialidades médicas per capita – como explicamos isto?
– Melhorias no combate às listas de espera para cirurgia. Óptimo, resta saber se essa redução vai continuar e/ou proliferar. Todos sabemos o que isso tem custado aos cofres do Estado.
– Actores dos cuidados de saúde primários com vários critérios de referenciação – Para que servem as redes de referenciação?, foram cumpridas?, estão adequadas às diferentes necessidades da população e às estruturas hospitalares existentes?
– Empowerment dos cidadãos, no sentido da responsabilização das estruturas, de gestão e organização, quanto à evolução positiva ou negativa da qualidade, rapidez e eficiência dos cuidados prestados.
– O que motivou a ‘diferença substancial’ entre as metas propostas e os timings garantidos pelo programa ‘Consultas a tempo e horas’?
São perguntas que carecem de resposta pragmática.