CPLP

Julho 11, 2010 at 4:37 pm 1 comentário


Um país (Guiné-Equatorial) cujo líder, que se diz democrático, está no poder há três décadas promovendo constantes atropelos aos direitos humanos, instituindo uma ditadura disfarçada, com uma oposição no parlamento representada por um deputado – um só deputado -, como línguas oficiais tem a língua espanhola e mais recentemente a francesa, deve ser aceite na CPLP? Não.

Mas um país (Guiné-Equatorial) com riquíssimos recursos naturais, produção de petróleo e gás natural, com um rendimento per capita de 36.600 dólares [“idêntico ao da Bélgica, superior ao da Dinamarca, França, Espanha e Japão, mais de uma vez e meia o de Portugal e dez vezes superior ao de Cabo Verde” in Público (link)] – independentemente desse rendimento estar encaixado em meia-dúzia de pessoas sem escrúpulos -; deve ser aceite na CPLP? Alguns dizem que sim.

Não desvirtuem Camões, por favor. Pela postura expectável do Ministro Luís Amado, vamos ter mais um atropelo ao património português no mundo, oxalá que os restantes membros sejam contra (Lula da Silva reiterou a sua posição favorável recentemente, o petróleo falou mais alto), resta esperar coragem dos restantes líderes. Deixar que a Guiné-Equatorial entre é destruir todos os princípios e valores pelos quais foi criada a CPLP, é desrespeitar os cidadãos da Guiné-Equatorial e todos os cidadãos dos países-membros da CPLP. Que ilusão têm os governantes que ousaram pensar nisto? A lusofonia nunca viverá melhor abraçando a Guiné-Equatorial, nem os próprios guinéus-equatorianos vão usufruir de qualquer benefício, bem pelo contrário, tomando em conta que um dos princípios da CPLP é a não-ingerência nos assuntos internos de cada estado, a entrada da Guiné-Equatorial na comunidade implica a impossibilidade dos restantes países lusófonos poderem intervir nas suas políticas, com o intuito de forçar melhores práticas e combater o desrespeito pelos direitos humanos. Que queremos nós?

Eu quero que os cidadãos da Guiné-Equatorial vivam melhor, sejam respeitados e apoiados, não posso concordar com um neo-colonialismo prepotente e arrogante. Resta-me esperar que a unanimidade não seja alcançada, haja um líder, um líder apenas, sério e capaz.

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VIH Entre duas paredes

1 Comentário Add your own

  • 1. Anónimo  |  Julho 22, 2010 às 6:44 pm

    Nao esqueçam anobom

    Responder

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