Basta.

Outubro 14, 2010 at 11:41 pm Deixe um comentário


Crise.

O que fazemos para combater a crise? Impostos. Os nossos políticos estão reféns da cultura de favores – eu dou isto e tu dás-me aquilo -, não demonstram coragem e honra  suficientes, proporcionalmente, estão exageradamente comprometidos.  Na hora de acabar com despesas excessivas, por vezes inimagináveis, de acabar com serviços inúteis, de racionalizar ou desmultiplicar e recalendarizar novos investimentos públicos avultados, os políticos atuais vêm-se confrontados com o amigo X e o primo Y, as grandes empresas lucram à conta dos favores prestados aos políticos.

Quem sofre? Se as grandes empresas não são beliscadas, quem sofre são as pequenas e médias empresas, são os trabalhadores independentes, os ‘recibos verdes precários’ e, claro, principalmente por via do aumento da carga fiscal, os funcionários públicos.

Quando as condições de trabalho, os fatores de motivação e a melhoria de desempenhos deveria ser favorecida, o que o Estado faz é efetivamente o contrário. Sobrecarregam as contas da classe média e baixa, incentivam o caos e a depressão generalizada, o endividamento dispara, as pessoas desesperam e tornam-se incapazes de resolver a situação.

Assim para onde vamos? Vamos esperar por mais uma intervenção do FMI? Vamos voltar a cometer os mesmos erros no futuro? Talvez.

O Estado devia inverter a situação descrita. Ao invés, deve incentivar o empreendedorismo, deve capacitar as pessoas para o seu desenvolvimento e para a criação de emprego independente. Na administração pública devem ser premiados aqueles que lutam para melhorar os seus desempenhos, aqueles que conseguem alcançar os objectivos propostos e aqueles que criam novas metas a atingir.

Onde vemos isto? Fora de portas, aqui não vemos. As universidades, regra geral, não tem planos para apoiar e incentivar o empreendedorismo, ou têm e não são eficazes. A burocracia continua a ser desgastante e os apoios escassos. A informação é rara. Tudo isso tem de mudar. Está visto que a cultura de subsidiarização, o excesso de peso do Estado, a excessiva despesa em administradores e gestores das entidades públicas é ineficaz. O Estado tem de reduzir o seu peso e apostar na eficiência de monitorização, fiscalização e regulação dos sectores fundamentais na sociedade, continuar a garantir os direitos fundamentais, tendo em conta a competitividade necessária ao impulso da economia e à justiça de mercado, combatendo os desleixos e atropelos dos altos cargos públicos, várias vezes de gestão danosa e criminosa.

Basta. Precisamos de dar condições a quem as merece. Por tudo isto, a curto prazo, teremos de arriscar uma mudança drástica. Até ver, não acho que haja uma alternativa partidária suficientemente abrangente para resolver os nossos problemas, hoje em dia precisamos de uma força que una vários sectores políticos para atingir um fim comum.

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O que arde cura. Susceptibilidades.

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