+ Saúde 15

Dezembro 27, 2010 at 3:46 pm Deixe um comentário


 

Artigo publicado na edição n.º 144 do Jornal Canas de Senhorim

Artrite Idiopática Juvenil

Porque as artrites não são uma condição unicamente associada à idade, não só os adultos e idosos são atingidos por elas, saiba que a artrite idiopática juvenil é a mais comum nas crianças e jovens. Diz-se idiopática por não ter uma causa conhecida, esta patologia pode comprometer o desenvolvimento adequado das crianças e causar sérios transtornos no seu modo de vida.

Sendo a artrite a ‘inflamação de uma articulação’, pode ter causas muito variadas e desenvolver-se por períodos inferiores ou superiores a seis semanas – variável que determina a cronicidade da mesma.

Esta doença pode dividir-se em vários tipos, maioritariamente de acordo com a presença de febre ou não e com o número de articulações que atinge. O tipo mais comum de artrite idiopática juvenil é a oligoarticular, ou seja, aquela que envolve até quatro articulações nos primeiros seis meses de doença.

As raparigas são geralmente afetadas duas vezes mais que os rapazes, cerca de 40% dos casos desta patologia iniciam-se antes dos cinco anos de idade e apenas 15% antes dos 24 meses de vida.

É importante divulgar e alertar as pessoas para esta patologia, a artrite idiopática juvenil pode afetar e limitar consideravelmente o desenvolvimento de uma criança daí que seja necessário um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz.

Para um diagnóstico precoce eficaz atente no que escrevo a seguir. Por norma as inflamações doem e as artrites não são exceção. Contudo as crianças muito jovens são incapazes de referir a dor e caracterizá-la com clareza. Assim os pais, educadores e/ou professores devem estar atentos a alguns sinais vulgares neste tipo de casos.

Evitar usar o membro envolvido e não esticar ou fletir por completo a articulação afetada são alguns desses sinais. Existe também um ritmo de queixas que caracteriza um padrão inflamatório – sempre que o descanso agrava as limitações articulares da criança e que se note uma melhoria após a hora de almoço para se agravar novamente na manhã seguinte, logo ao acordar – quando este padrão se verifica deve procurar-se aconselhamento médico com brevidade.

O tratamento desta patologia é variado mas com uma base farmacológica sendo os anti-inflamatórios não esteroides e os corticoides os fármacos mais utilizados. É importante que as crianças sejam cuidadas numa fase precoce da doença por médicos especialistas para que possam levar uma vida quase normal e com poucas limitações.

Para mais informações contacte a ‘Associação Nacional de Doentes com Artrites e outros Reumatismos na Infância’ em www.andai.org.pt

[Escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.]

Para sugestões e/ou recomendações de temas a abordar nesta rubrica, agradeço que contactem via eletrónica para danyelrodrigues@gmail.com.

Daniel Rodrigues

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Sinais… Hello dad! What’s up?

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