+ Saúde 21

Junho 16, 2011 at 4:00 pm Deixe um comentário


Artigo publicado na edição n.º 150 do Jornal Canas de Senhorim

Doença Cardiovasculares

Por quê falar de doenças cardiovasculares?

Consagrado pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, maio é o mês do coração. Antes de ecoar o alarme é tempo de prevenção porque não existe cliché tão certo quanto aquele que reza “prevenir é o melhor remédio”.

As doenças cardiovasculares – doenças do coração e/ou dos vasos sanguíneos – representam a principal causa de morte no nosso país e são uma importante causa de incapacidade. Entre as doenças cardiovasculares destacam-se, pela incapacidade que delas advém, o enfarte agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral, as arritmias e a insuficiência cardíaca.

Sendo, todas elas, graves e potencialmente fatais é interessante constatar que têm algo em comum, para além de pertencerem ao grupo das doenças cardiovasculares também possuem semelhantes grupos e fatores de risco. Existem fatores de risco controláveis (aqueles que podemos combater) e fatores de risco não-controláveis (como idade, sexo, doenças congénitas, predisposição genética, etc). Vou cingir-me aos fatores controláveis.

Assim vejamos, os principais fatores de risco controláveis para:

  • Enfarte agudo do miocárdio: Colesterol alto, Hipertensão arterial, Tabagismo, Obesidade, Sedentarismo, Diabetes Mellitus e Apneia do Sono.

  • Acidente Vascular Cerebral: Tabagismo, Colesterol, Hipertensão arterial, Obesidade.

  • Arritmias: Hipertensão arterial, Consumo abusivo de álcool, Consumo de drogas, Apneia do sono, Diabetes mellitus, Obesidade, Consumo exagerado de cafeína.

  • Insuficiência Cardíaca: Apneia do sono, Diabetes Mellitus, Hipertensão arterial, Sedentarismo.

Todos estes fatores estão essencialmente ligados ao nosso estilo de vida individual e ao modo de vida atual. É verdade, não foi lapso, podem constatar que os fatores de risco das doenças cardiovasculares são comuns a todas elas na generalidade. Então será difícil concentrar esforços no combate a estas doenças? Creio que não.

Façamos o seguinte exercício.

1.º – Isolamos os fatores de risco controláveis mais importantes de entre aqueles que descrevi acima. Ficamos com o Tabagismo, o Colesterol elevado, a Hipertensão arterial, a Diabetes Mellitus e a Obesidade e, por fim, o Sedentarismo.

2.º – Enunciamos uma medida de prevenção para cada um dos fatores de risco descritos acima. Respetivamente, ficamos com as seguintes medidas – diminuir o consumo de tabaco ou deixar de fumar; efetuar uma dieta pobre em gorduras e preferir carnes brancas; diminuir o consumo de sal; diminuir o consumo de açúcares e gorduras; efetuar exercício físico regularmente.

3.º – Verificamos todas as medidas enunciadas :

  • Diminuir o consumo de tabaco ou deixar de fumar;

  • Efetuar uma dieta pobre em gorduras e preferir carnes brancas;

  • Diminuir o consumo de sal;

  • Diminuir o consumo de açúcares e gorduras;

  • Efetuar exercício físico regularmente;

4.º – Constatamos que prevenir doenças cardiovasculares é algo acessível a todos nós e pensamos que o esforço para cumprir estas medidas é demasiado pequeno quando comparado com a incapacidade e sofrimento a que podemos estar sujeitos caso ocorra alguma destas doenças.

Após este raciocínio, tão pragmático quanto eficaz, importa esclarecer-vos quanto a alguns sintomas que são autênticos sinais de alerta para a doença cardiovascular.

Se subitamente sentir falta de força num braço, boca ao lado e dificuldade em falar pode estar a sofrer um acidente vascular cerebral. Por outro lado, se subitamente sentir uma dor forte no peito que irradia para os braços, pescoço ou costas e que não agrava ou alivia com a posição do corpo ou com a respiração; se sente mal-estar, suores frios, náuseas ou vómitos pode estar a sofrer um enfarte do miocárdio, sendo que este ocorre normalmente em repouso.

Em qualquer destas situações não hesite, ligue 112 sem perder tempo – nestas situações o tempo significa vida e qualidade de vida. Vamos preservar aquele que é o nosso maior e melhor bem – a vida – sem ele não teremos qualquer outro.

[Escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.]

Para sugestões e/ou recomendações de temas a abordar nesta rubrica, agradeço que contactem via eletrónica para danyelrodrigues@gmail.com.

Daniel Rodrigues

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