Mas porquê?

Intermitências

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que não as da Morte. Aludo a José Saramago cantando em silêncio Zeca Afonso.
De facto tenho andado ausente por estas paragens e a lembrança destas duas figuras notáveis não se resume às suas obras ricas, às suas vozes perenes. A recordação sustenta a esperança de um cantinho melhor. Nós, portugueses, somos não só viriatos como hercúleos. A memória fresca de quem viveu e a consciência de quem ouviu o modus operandi do regime ditatorial traz-nos força suficiente para lidar com as adversidades do presente. A nossa capacidade de adaptação envia-nos a conselho da terceira figura da república – e não só – para a inevitabilidade da migração. Quais aves migratórias. Tudo isto para dizer, tenho-me convencido disso – triste português – que os minutos devem esgotar-se a trabalhar mas e quando não houverem minutos? Derruba-se o regime.

 

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